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27 de maio de 2008

ONDAS DE PRAZER



Sempre gostou de aprender línguas, falava várias: espanhol, inglês, francês, alemão mas faltava-lhe o italiano, embora percebesse quase tudo não o sabia falar.
Uma amiga deu-lhe o nome de um professor de italiano, que era dessa nacionalidade embora tivesse sido casado com uma portuguesa, mesmo depois do divórcio, tinha ficado por cá.
Marcello, tinha-lhe perguntado se queria aulas privadas ou em conjunto. Ela que tinha pouco dinheiro, disse que só poderia pagar em conjunto, mas que não sabia nada de nada.
Tinha aulas com mais quatro, às segundas, quartas e sextas.
Era a mais nova de todos, 3 rapazes e uma rapariga, que ficou contente por a ver, não se sentindo já tão em desvantagem.
Marcello com uns quarenta e 1 ou dois anos, lindo como só os italianos são.
Rosa, ficava-lhe bem o nome, loura escura, olhos verdes, cabelo comprido, alta e esguia tinha aparecido a primeira vez de jeans, que lhe definiam as ancas e o o rabo bonito. À saída Marcello fez-lhe um elogio sobre como lhe ficavam bem as calças. Ficou agradada, tinha 26 anos e achava-o 'bellissimo'
Nas vezes seguintes apareceu de saia curta e Marcello não tirava os olhos dela. Nesse dia à saida deixou ficar a mão no seu ombro e como ela não tivesse dito nada, deixou-a escorrer pelas costas abaixo, até lhe afagar o rabo e a deixar descair até ao fim da saia, princípio da coxa.
Ela, inconscientemente, tinha-se chegado a ele. Marcello, em voz alta, disse-lhe que no dia seguinte, terça, lhe daria uma aula privada, porque estava a ter problemas em acompanhar as aulas e que com duas ou três aulas sozinha, seria o suficiente para poder acompanhar melhor as aulas.
Mas a mão continuava a subir pela perna, sentindo-lhe o calor que lhe provocava. Empurrou-a para a porta, quando os outros já iam de saída. Até amanhã, prometeu.
No dia seguinte à hora marcada Rosa apareceu com ar desenvolto, como nada se tivesse passado. Sentou-se na mesa habitual, á espera que a aula começasse. Marcello sentou-se ao lado, e a aula começou. Ele ia-lhe ensinando algumas dificuldades da língua, enquanto uma mão passeava pelas suas pernas. Ela deixando fazer como se nem sentisse, respondia aplicada ao que lhe ensinava. Mas o calor estava lá e a humidade também.
Marcello levantou-se, semi-praguejando - Ah! Tu precisas de ser ensinada a não brincar com um homem.
Obrigou-a a levantar e beijou-a enquanto com pressa lhe tirava a blusa e enquanto lhe beijava o peito, tirou-lhe a saia empurrando-a para o quarto onde a deitou em cima da cama. Ficou quase nua, só com as meias...

Ele deixando-lhe rastos de chamas pelo corpo, até atingir o centro do seu prazer. Chegado ali, parou e disse-lhe que era a vez dela.
Olhou-o consternada, e ele riu como quem diz, se julgavas que era só eu, estás bem enganada.
Ela começou a despi-lo a medo, mas conforme ia descobrindo o seu belo corpo, já de desejo cheia, acabou rapidamente por lhe tirar a roupa, querendo cavalgá-lo. Ele não deixou, nesse dia seria só oral, comandou.

Disse-lhe para se ajoelhar, e meteu-lho na boca, agarrando-lhe a cabeça e imprimindo-lhe os movimentos que queria ela fizesse, ora mais rápidos, ora mais lentos para se poder aguentar e não se vir de imediato. Quando já quase gritava, deixou-se cair sobre a cama sempre com a cabeça dela agarrada, para que continuasse, que não parasse agora que estava a gritar. Ele continuava a gemer devagarinho depois da onda de prazer já ter acabado, foi quando lhe largou a cabeça e ela deitou-se ao seu lado.
- Inverte a posição
-como? Perguntou assustada, e ele sorrindo trocista disse
- está descansada, chegou a tua vez

Então foi a vez de ela gemer e gritar, gritar e gemer pelo prazer intenso que ele lhe dava ao brincar tanto com os dedos, como com a língua ou de a chupar. E foi a vez de ela o tornar a abocanhar, lateralmente que é como dá mais prazer, por mais livres estarem para se poderem movimentar.
Já em casa, saciado o desejo, mergulhada em lagoas de prazer, sonhou que era por ele penetrada.


8 de maio de 2008

Modelo II




Sebastia Boada

Dois dias depois voltou a telefonar-me, voz doce e mansa e pedir-me o favor de ir mais uma vez pousar porque queria acabar os ombros. Ri. Já ia nos ombros.
Disse-lhe que sim, que iria, mas que primeiro tinha de comprar fruta, porque tinha tido imensa fome, na sessão anterior. Ele respondeu que tinha pão, paio do melhor e vinho tinto, francamente bom. Mas eu queria comprar fruta e não perderia muito tempo com isso.

Quando cheguei, disse um olá desprendido, beijou-me a cara e levou-me ao seu quarto para me vestir. Ficou a olhar para mim, eu para ele, até perceber que não me ia despir, enquanto ali estivesse. Atirou um “pudica”, perguntou se era necessário fechar a porta e acenei que sim.
Tomei a posição, mas como não achou que estivesse bem, veio descer mais um pouco a camisa, afagando-me o peito com a mão. Arrepiei-me. Murmurou qualquer coisa parecida com desculpa, mas bem mais audível – não me consegui controlar –

Sorri dengosa, e lá foi ele pintar os ombros. Passado um bocadinho, um nadinha mesmo, ouço-o a dizer raios e coriscos e veio, de passada larga, encostar-se a mim passeando as suas mãos por onde podia. Fiquei muito quieta com medo que o momento acabasse, eu não queria dali sair. Mas ele ia murmurando que o desejo o possuía desde há dois dias, que não conseguia pintar enquanto não o saciasse. Virando-me para ele, a sua boca toda me percorreu. Desabotoou a saia, pegou-me ao colo e levou-me para o quarto de onde acabara de sair.

Sentou-se num pequeno sofá, ainda comigo ao colo, onde fiquei atravessada como fosse o seu piano, o prazer avassalador rebentando em explosões consecutivas. Com jeito levantou-se, ainda vestido, eu toda nua, enquanto desabotoava a camisa os seus olhos eram chamas, para os quais sorri, por ver tanto desejo recalcado. Sentiu-se provocado.
Enquanto me punha um pé em cima do sofá, ia-o acariciando e como ele gemia, o prazer dele pegando no meu. Foi nessa posição maravilhosa, que por trás me penetrou, enquanto as mãos não paravam de me tocar por onde mais prazer tinha.
Gritei sim e gritou ele comigo, quando explodimos os dois. Ficámos deitados os dois no chão, exaustos, abraçados, até ele me dizer que tinha de retomar a posição.

Contrariada, lá fui, mas pôs-me desta vez com os braço ao alto, e as mãos a agarrar o cabelo, dizendo com ar safado que era para quando tivesse sede, me poder afagar.
Passado uma hora, com os braços cansados, deixei-os cair, ele aproveitou a ocasião, para desta vez em cima da cama me saciar o desejo, enquanto murmurava – gostas mesmo disto –
Demorou o quadro a pintar mais de um mês de sessões diárias, prolongadas, em que era raro ir a casa. Nunca mais o vi.

5 de maio de 2008

Modelo I



Óleo sobre tela de Sebastia Boada


Estava na Cervejaria da Trindade, quando se chegou perto de mim, depois de não me ter largado toda a noite com os olhos, cinza os olhos, ímanes, por me ter feito tantas vezes para ele olhar.
Com ar um pouco arrogante, disse que era pintor e que gostava muito da minha cabeça pintar.
Olhei-o abismada, não sou feia mas também nada de especial, enquanto explicava, que tinha uma boa estrutura óssea, o pescoço alto e uma postura de cabeça que o encantava.
Os amigos, com quem estava, acharam a ideia genial. Mas a mim não me agradava assim tanto a genialidade da ideia. O pintor insistia que podia alguém levar para me fazer companhia, porque posar, para quem não estava habituada ia ser um pouco duro. Distribuiu cartões por todos, fazendo-os seus aliados.
Na semana seguinte, depois de tanta insistência por parte de amigos, por curiosidade e algum ego inchado, diga-se a verdade, lá fui posar acompanhada pela Mafalda.
O esboço ficou acabado no fim de oito cansativas horas. Fomos jantar as duas, depois de lhe ter dado o meu contacto, se precisasse de mim para acabar um ou outro pormenor.
O telefonema chegou dois dias depois, que necessitava de mim nessa tarde para ver um pormenor da nuca, coisa rápida. Lá fui, sem achar que valia a pena alguém maçar, por ser só um pormenor da nuca, coisa rápida.
Ao atelier chegada, explicou-me que precisava me mudasse, por querer pintar os ombros e o “pegar” da nuca de cabeça voltada, para apanhar uma das maçãs do rosto.
De costas voltadas, cabelo apanhado, pose fixada, ia-me pedindo que deixasse cair mais um pouco a camisa como se a fosse despir. Incomodada, voltei a cabeça para lhe perguntar…..
- Fixa a pose, fixa a pose, gritou.
E lá fixei a pose irritada.
Passado um pouco comecei a sentir as costas quentes, como se os olhos dele queimassem, e devagar, muito devagarinho, para ele não dar por isso, comecei a virar a cabeça, para ver o que nas minhas costas se passava; mas lá veio novamente o berro mal-humorado.
Senti o seu desejo, como se os seus olhos me atravessassem e me pudesse toda ver.
Mexi-me nervosamente. Então ele delicado veio por trás, agarrou na camisa para me ajudar a vestir, e beijou-me a nuca, os ombros, queimando, a minha pela arrepiada, sem me mexer, enquanto as suas mãos me tacteavam o peito, dizendo baixinho, que era tal e qual me tinha imaginado, que me fosse vestir que a sessão estava terminada…..por aquele dia.
Saí dali a sonhar, sem saber bem porquê, coisa tonta, mas cantando de alegria.

18 de abril de 2008

Inconfessáveis...



Inconfessável é o desejo enorme de ficar nos teus braços...

de me deixar embalar, enroscar e perder neles...


Inconfessável é o teu toque que fica na minha pele...

o teu cheiro no meu corpo, o teu olhar...

o teu gosto na minha boca, os beijos, os lábios, a língua...


Inconfessável é a vontade de te pegar pela mão e fugir...
...

23 de março de 2008

Hoje apetecia-me...


O calor da lareira não se compara ao calor que o teu corpo passa para o meu.
Adoro ficar a sentir o teu abraço, quando me agarras por trás e me vais acariciando o corpo, beijando a nuca e o pescoço, e o calor do teu corpo vai penetrando no meu, assim como os teus beijos o vão perpassando… sinto cada tremor que me provocas, cada arrepio, cada vaga de calor que emana de dentro de mim, a cada toque teu, a cada beijo teu.

Aconchego-me nos teus braços, no teu corpo, enrolando-me em ti como se fosses um cobertor quentinho e macio, num misto de carinho e excitação.

Os teus afagos têm esse dom, de me mimar e apaziguar e ao mesmo tempo de me excitar e me fazer desejar-te mais e mais…

Ficamos horas sem fim perdidos no corpo um do outro, tens saudades dele, dizes-me, eu tenho saudades tuas… as horas voam e tens de retirar-te de novo.

Partiste de madrugada para voltar ao teu mundo, fiquei dormente na cama, ainda te sinto dentro de mim, do meu corpo palpitante.
A boca ainda me sabe aos teus beijos, nos ouvidos ainda oiço a tua voz, a pele ainda sente a tua e ainda me dói o corpo que anseia por ti.

Hoje apetecia-me que não tivesses de partir…

17 de março de 2008

Não me provoques...


Entro na sala, a luz difusa e os sons fortes do piano excitam-me, sei que me esperas mas não sei o que me apetece. Vejo-te sentado na tua cadeira favorita, de copo na mão, o olhar matreiro de antecipação, convidativo... e isso ainda me excita mais!

Avanço para ti, vou sentar-me à tua frente com as mamas excitadas a sair pelo decote. Cruzo as pernas e deixo que me vejas a coninha molhada e rosada de desejo.

Podes sentir o cheiro da minha excitação... troco de perna e roço a tua canela com a bota. Subo a canela com o salto a arranhar-te a pele e paro nos tomates.

Tiras-me a bota e enfio o pé na tua breguilha. Brinco com o pé, sinto o teu sexo a crescer no meu pé, mostro-te uma mama dura.

Tocas-lhe mas escondo-a de imediato. Meto a mão debaixo da tua camisola e belisco-te os mamilos. Molho um dedo na coninha e passo-to nos lábios. Deixo-te chupá-lo para sentires o gosto dela.

Meto a língua na tua orelha e sussurro loucuras.

Chamas-me puta e rio-me de ti.

Sento-me ao teu colo. Podes senti-la encharcada mas continuas de calças vestidas.

Dou-te uma mama na boca.

Levanto-me, passo uma perna por cima das costas da cadeira e dou-te a coninha à boca para que a mames. Venho-me assim na tua boca, enquanto gemes de tesão...

Tiro a perna. Calço a bota, dobrando-me propositadamente enquanto te mostro o cu.

Baixo a saia justa e curta e saio a porta...

11 de março de 2008

A Gruta



Foto de Dieter Weidlich


Gostaste do meu vestido branco justo, que me torneava as formas

Durante o almoço que tivemos no restaurante da praia

olhavas-me guloso, e muitas vezes as palavras ficaram a meio,

enquanto o teu olhar, a tua mão, vagarosos por mim passeavam

Tiradas as sandálias andámos pela areia para irmos ver

aquela gruta, meu lugar secreto, que te queria mostrar

Com o mar afagando nossos pés, explorámos juntos

demorando nos gestos, nos beijos, nos afagos

nos gemidos teus e meus, acompanhados pelos do mar

enquanto a água ia afagando já nossas pernas

Quiseste tirar-me o vestido e virando-me para a parede

começaste a desapertá-lo de baixo para cima;

a meio os teus murmúrios enrouqueceram,

as tuas mãos enlouqueceram, não parando

arrancando de mim gritos e ondas de prazer;

não conseguindo conter-te, entraste onde ainda era virgem,

mimeticamente integrada na parede, exploravas nossa gruta

A água já estava nas nossas coxas, quando juntos, perdidos

explodimos em ondas, vagas alterosas rebentadas em espuma

juntamente com o mar que já batia nas nossas paredes

1 de março de 2008

Anos



Yuri Bonder


A festa estava no fim, restavam uma dúzia d’ amigos.

Ele estava ainda lá com os três filhos

eu apaixonada, ele indiferente parecia

Já depois de se ter ido embora, apareceu uma das filhas

- Roxanne, o pai pergunta se queres ir beber um Ferreirinha

Disse que sim com a cabeça e entrei em espiral de energia.

Roupa mais sexy, mais leve, mais prática de despir.

vestido na mão, entro na sala onde os outros estavam

Fico parada ao vê-lo ali, julgando-o no carro à espera

Quando me viu pôs-se de pé e disse que se ia embora, afinal

- Não, não vais

- vou sim, não quero arranjar mais problemas, virado para os outros

Estou doido por uma mulher que não é bonita

para os meus padrões de beleza, mas que tem….

Nem sei o que tem de especial, olhando para mim

não quero meter-me em problemas.

Agarro-o pela mão, não olho para ninguém,

levo-o para o meu quarto, fechada a porta

começo a despir-me, e quando já estou toda nua

olho-o nos olhos

- olha bem e se não gostares podes sair

Recosta-se, arqueja

- Foi a maneira simples como o fizeste que me maravilha

Vou-te vestir, vamos beber um Ferreirinha.

Com mil cuidados, de joelhos, agarra nas calcinhas e veste-mas

beijando todas as partes por onde elas irão passar

tremo, gemo, mas não pára, as calcinhas acabadas de pôr no lugar,

não sem antes ma beijar e sua língua lá passear.

A seguir as meias, cada perna beijada, cada coxa lambida, sugada

deixando rastos de incendiada pele, arrepiada,

labareda acesas, as minhas mãos pressionando a sua cabeça

levanta-se já para o soutien colocar, abraça-me por trás

eu perdida nos seus braços, as suas mãos pressionando meu ventre,

passeando pelas mamas tesas de desejo, mordendo a nuca enquanto aperta

o fecho, eu gemendo - despe-me, despe-me

Pondo-me o vestido - vamos beber um Ferreirinha

Quando vou a sair, pela mão com pressa agarrada,

Ainda digo - apaguem as luzes quando saírem

Ferreirinha que não apaga o meu desejo, nem ele

a sua mão subindo pelas minhas pernas

tocando-me como só ele sabe, húmida, molhada, escorrendo já

língua dele passeando pelo meu ombro enquanto dançamos,

sentindo o seu desejo latente, mãos que não param

abraçando-me com força diz-me ao ouvido

- vamos para minha casa. Finalmente

28 de fevereiro de 2008

Distâncias..



No quarto de hotel, aquecido, repouso sobre a cama, semi-nua, falando contigo ao telefone.
Estou longe e a distância pesa-me, mas a tua voz quente dá-me alento e mitiga a saudade.
- Que estás a fazer?
Descanso antes de ir jantar, estou estendida na cama…
- Vestida…?
Ahah, não! Meia nua…
- Hum, que inveja! Agora começava a beijar-te, devagar, a sentir o teu cheiro, o teu toque…
E depois, o jantar? Lá se ia, não era?
- Há lá coisa melhor para comer… como está ela, molhadinha…? Vai, toca-lhe…
Humm, não me tentes, daqui a nada tenho de ir jantar.
- Toca-lhe com um dedinho e diz-me como está…
…doida de saudades…mmm
- Isso, faz-lhe umas festinhas, faz de conta que sou eu…
Gaita, assim deixas-me louca… hummm… está doidinha por ti, uiiii
- Massaja-a devagarinho e vai-lhe metendo um dedinho, quero que te venhas para mim…
Huummm… malvado… pões-me em brasa… mmm
- É uma doida, adoro-a, …vá! …Não pares! …Quero-a toda…
Ahhhh
- Isso mesmo! Agora vai jantar sem tomar duche, para ficares a apreciar o cheiro… Adoro-te, até amanhã…
Malvado!

16 de fevereiro de 2008

Almoçando...


Almoçámos numa esplanada bonita, lado a lado e de costas para o mundo, as conversas eram mundanas, mas os olhos faiscavam de tesão. De quando em vez uma mão escorregava, levantando-me a rubra lã e tocando no corpo que todo se arrepiava, ou subindo acariciava-me o pescoço e o rosto, deixando-me a repousar encostada a ela.
O dia dos namorados já passou, mas isto parece um namoro pegado. Indiferentes ao mundo e aos demais, trocámos beijos e afagos discretos, uma mão na perna, um toque nas mamas, um beijo lambido nos dedos, ficava aqui a tarde toda, pensei, e daí talvez não…
Entrámos no carro e sabíamos que era hora de ir, aliás já era tarde…
Devia ter-te levado para um sítio mais sossegado… deixas-me louco… vê como me deixas… e fizeste escorregar suavemente a minha mão pelo teu peito abaixo, até o encontrar.
A palma da minha mão estremeceu quando o senti, quente, latejante, por cima das calças. Acariciei-o, encostando o meu rosto no teu, sussurrei-te: Agora abria-te as calças, lambia-o todo, para depois o devorar de uma vez só…
Pousei-te um beijo suave nos lábios e saí…

9 de fevereiro de 2008

Quero-te...





Os sons de Scherazade de Nijinsky enchem a sala,
lá fora apenas se ouve a chuva que pinga dos beirais...

Acendo languidamente um cigarro,
apetece-me o calor e o fumo à minha volta...
encosto a cabeça semicerrando os olhos,
sinto-te entrar ao som desta música...
sinto-te aproximar de mansinho...
os teus lábios no meu pescoço, na orelha...
essa língua molhando-me o ouvido...
os teus braços que me envolvem,
as tuas mãos no meu peito...

Não quero abrir os olhos, apenas sentir-te...
o teu corpo encostado ao meu, o teu calor...
viras-me, sinto os teus lábios nas minhas mamas,
beijando-as, lambendo-as,
deixando-as ainda mais erectas e duras,
molhadas da tua saliva...
brincas com elas, ora com a boca, ora com as mãos,
de olhos fixos nelas...

Os meus dedos percorrem-te os cabelos,
despenteando-os, apertando-te a nuca...
ficas ainda mais lindo assim despenteado nas minhas mãos,
perdes o ar composto e ficas uma tesão...

A tua boca vai descendo e as tuas mãos vão contornando a minha silhueta,
sinto-as agarrando-me o rabo e a tua língua no meu umbigo e descendo, descendo...
Pavarotti canta agora Nessum Dorma...
não, não vou dormir, quero sentir-te, não dormir...

Quero...

21 de janeiro de 2008

Um olhar...


O bar agitado de vozes, vozes distantes que mal oiço,

o piano ao fundo, cantando solitário, embala-me o pensamento

embrulhado no fumo do cigarro.


Levanto-me para ir ao toilette, a porta trancada faz-me esperar no hall,

a porta do lado masculino abre-se para meu embaraço,

afasto-me ligeiramente e quando o fito vejo uns olhos negros, profundos,

fica parado a olhar-me, admirando-me ostensivamente...

...Quer aproveitar...? hesito ...Fico a guardar-lhe a porta... sugere.

Esgueiro-me por debaixo do seu braço e pela porta entreaberta,

entro no reservado e fecho a porta.


Quando saio vejo-o encostado na porta,
silencioso... sorrio,

dirijo-me ao lavabo e olho-o pelo espelho,
aqueles olhos negros... humm

enquanto lavo as mãos sinto-o aproximar-se,
as suas mãos tocam-me suavemente,

depois começam a percorrer-me, fortes, intensas,

os olhos parecem faíscar,
a boca percorre-me a nuca, o pescoço...

As suas mãos, agora possantes,
dobram-me sobre o lavatório, levantam-me o vestido...

sinto-as percorrer o calor húmido do meu sexo,

no espelho apenas vislumbro os olhos negros,
enormes, brilhantes,

... sinto-o entrar em mim, quente, vibrante...
deixo-me ir...

Ahhhhhh


Enxugo as mãos num papel enquanto me compõe o vestido,

abre a porta, espreita o hall vazio e faz-me um sinal para sair,

uma vez mais esgueiro-me por debaixo do seu braço, agora para sair...

já do lado de fora, viro-me e dou-lhe um beijo nos lábios rosados...

Merci...

6 de janeiro de 2008

Inconfessável...



Inconfessável é a vontade de gritar,

a fome de um abraço,

a sede de um beijo,

a vontade de um corpo encostado ao meu.


Inconfessável é o grito calado na garganta,

o peito apertado,

o coração pequenino,

o vazio enorme na alma.


Inconfessáveis são as lágrimas,

que nem a alma lavam,

que nem aliviam o peito,

que me queimam por dentro e por fora.


Inconfessável é a vontade que tenho de ti... ah oui!


5 de janeiro de 2008

Arco-íris





Finalmente, com ele já meio restabelecido

os arcos-íris voltaram mais nítidos,

quando para mim se inclinou para me beijar

E fiz-me difícil, para prolongar, um pouco, só um pouco,

aquela sensação de saber ser o fim da dolorosa espera.

O CD era das Sonatas de Beethoven

Que nos trazem uma paz, um optimismo, uma esperança…

Mesmo sabendo que amanhã volta a espera.

Os pensamentos interrompidos por outra sensação,

A que subia pela minha perna, e se anichava

Enquanto uma voz rouca me ia repetindo

Como te quero minha Roxanne adorada

E eu perdida, como sempre, sem querer ter

Outra vontade que a sua, deixava-me afagar.

Ah! Como os carros podem ser inconfortáveis.

12 de dezembro de 2007

Almoço






Tínhamos combinado almoçar juntos nesse dia,

mas estávamos desejosos um do outro.

Fomos passear primeiro, para podermos as saudades matar.

Beijo que começou simplesmente, para continuar penetrante.

Mãos que iam e vinham palmilhando os corpos.

Durante o almoço, o desejo subiu,

quando por baixo da mesa o meu pé

te começou a afagar.Tentávamos falar como se nada fosse,

mas sempre que sentias o meu pé tocar-te, suspendias a respiração

e quase gemendo dizias do prazer, da conversa a meada perdida.

O vinho branco gelado, não ajudava

ao arrefecimento do nosso desejo.

Acabada a refeição, sem conseguirmos resistir, levaste-me a casa.

No elevador, desabotoaste-me a blusa,

e enquanto eu beijando te tirava a camisa,

a tua perna metia-se entre as minhas.

Entraste em casa comigo ao colo

e deitaste-me em cima da mesa.

Não te importaste com as botas pretas nem com as meias,

remexendo-me deixaste cair as calças,

que te tinha desabotoado e puxando

as cuequinhas para o lado, entraste por mim a dentro.

10 de dezembro de 2007

Te quiero dejar de olvidar



Elena & Vitaly Vasilieva



Lembro-me, já lá vai tanto tempo,

do que senti quando no banho estava,

e me vinhas espreitar.

Lembro-me, há tanto tempo,

do que senti olhando o jeito

como as mãos ensaboavas

enquanto ansiosa esperava o que se seguia.

Das tuas mãos que sempre

no meu pescoço começavam

e descendo pelas costas o arrepio que provocavam.

Lembro-me, faz tanto tempo,

enquanto a ti me encostava,

com ar casual de quem está só a lavar,

os meus braços ensaboavas,

deslizando rápidas pelo meu peito

de como o ventre me aprisionavam,

deixando-me sem respirar.

Lembro-me, como me lembro,

devagar, sem pressas, te curvares,

para nas pernas as tuas mãos deixares escorregar.

Lembro-me, como não lembrar,

quando ao meu ouvido,

já depois de me penetrares,

baixinho perguntavas, se estava a gostar.

6 de dezembro de 2007

A Praia



George Suturin






Cheguei à praia de águas azuis transparentes, onde não se via ninguém.

Como estávamos já em Setembro e o acesso era difícil,

decidi entrar na água nua e tive a sensação que alguém estava

a afagar meu corpo e que me lambia para me refrescar.

Água morna onde apetece ficar e só concentrada no meu corpo

e no prazer que estava a ter, não reparei nos dois belos homens

que na água entravam e que para mim se dirigiam, nus também eles.

Conversando, comigo começaram a brincar.

Enquanto um me enlaçava e beijava, o outro passeava suas mãos

pelo meu peito, apertava os meus mamilos enrijados pelo

frio da água e pelo desejo que me avassalava.

Passado um pouco estava nos braços do segundo enquanto

o primeiro me sugava.

Perdida, só queria que não parassem, enquanto um levou

as minhas mãos para sentir o seu enorme desejo, e ali mesmo

o afagava, o outro usava-me para tentar saciar o seu e o meu desejo.

Virando-me, empurraram-me com urgência para onde o mar

era apenas lagoa, e aí invertendo posições, continuaram a

saciar o meu desejo, que não acabava mais

3 de dezembro de 2007

Pelo retrovisor



Yuri Bonder






Ia olhando pelo retrovisor, e sempre ia vendo

o que se passava ali atrás.

Moído de cíumes e de desejo, por ela ser

tão linda, de pele branca, olhos azuis água

e o cabelo quase preto caído até ao pescoço,

tão alto, tão branco, sustendo aquela cabeça,

aquela cabeça que desejo, aquele corpo

que deleito e que geme em meus braços

Ele desejoso, ia beijando-a, as mãos...não as via,

mas via como se torcia aquele belo corpo.

finalmente, as mãos dele a tentar desapertar-lhe

a blusa, cheia de pequeninos botões.

Ele sem ser capaz, até que as mãos dela o vêm

ajudar, e desapertam elas os botões, abrem elas

a blusa, para o peito me mostrar, sorrindo

provocadora, sabendo como devo estar.

Quando ele lho tenta beijar, ela com jeito

empurra-lhe a cabeça para baixo,

mantendo-o ali enquanto vai gemendo

e agarrando-se ao meu pescoço,

diz-me, enquanto me lambe, baixinho ao ouvido:

depressa, que tenho pressa,

quero a tua boca no meu corpo.

1 de dezembro de 2007

A secretária




Elena Vitaly Vasilieva



Estava encostada à fotocopiadora, quando senti uma mão

na minha anca. Senti-lhe a respiração quente junto

ao pescoço, o arrepio imenso foi sentido pelo seu corpo

que ao meu estava encostado.

- Amanhã traz saia, e vem sem collants, disse

divertido e com voz rouca de desejo, enquanto

a sua mão subia até ao meu peito.

No dia seguinte lá estava ele quando entrei, reparando

na minha mini-saia, fez um sorriso rasgado.

Passado um pouco chamou-me ao seu gabinete,

mandando-me olhar para o que estava no écran do seu portátil.

Enquanto falava de trabalho a sua mão subiu devagar

pelas minhas pernas, parando no exacto sítio onde as

meias acabavam, remexendo-me entre as coxas,

subindo repentinamente, até me sentir escorrer.

Encostou-me à parede, abriu-me a blusa, retirando

com cuidado o peito para fora do soutien, lambeu,

beijou, chupou, sugou-o.

E entrou em mim.

Eu gemendo de tanto prazer, só pedia mais,

que não parasse nunca.