Separaram-se quando ela foi trabalhar para Madrid.
Ele não podia ir, e não aceitou a decisão dela.
Cinco anos sem se verem, porque quando vinha a Portugal, o que pouco acontecia, por não haver ninguém que a esperasse, nunca tinha tentado entrar em contacto com ele.
Mesmo com os amigos, amigos dos dois, não tinha sido necessário dizer-lhes que não estava interessada em o encontrar.
Mas estavam sempre os dois a par da vida de cada um, por os amigos terem pena de o ver separados e sempre contavam como estava cada um dels.
Souberam de tentativas de amores fracassados, de um lado e do outro. A vida profissional corria-lhes melhor, a um e a outro.
Mas ela estava de volta, a comissão de serviço como lhe chamava, tinha acabado.
Vivia em Azeitão e fora nesse dia à Arrábida.
Estava na água fria quando sentiu que alguém lhe agarrava nas pernas e a puxava para baixo.
Esbracejou assustada, mas lembrando-se que só poderia ser brincadeira de algum amigo acabou por se deixar arrastar
Foi debaixo de água que o viu, que se deixou abraçar e vieram á tona onde se beijaram matando saudades de cinco longos anos.
- foi o João que me disse que esta era agora a tua praia. Estou à tua espera à cinco dias.
- sabes como sempre gostei da Arrábida
Tendo-a ao colo e não deixando de beijar cada bocadinho da sua pele.
Ela tocando-lhe por todo o corpo e vieram até à borda de água sem se lembrarem de se perguntarem se estariam os dois livres para se poderem continuar a amar
- Estou cheia de fome. Vem até à minha casa que ainda não conheces
- Tens lá cama? com sorriso trocista
Gargalhando foi explicando que tinha pouca coisa ainda, que se acabava de mudar, mas que cama, fogão esquentador e um frigorífico bem recheado, havia
- Champagne, tens?
Rindo ainda,
- Claro, já esqueceste que onde estou tem de haver Champagne? Despacha-te, estou capaz de te comer....
Ainda na garagem encostou-a á parede não parando de a beijar e dizia-lhe baixinho o bom que é quando da praia vêm, com tão pouca roupa para despir, despertando-lhe a parte de cima do bikini beijando-lhe os mamilos, ela gemendo, mas afastando-o e puxando-o pela mão para cima da relva, rebolaram por ela, enquanto o despia beijando-o.
As mãos dele percorrendo-a toda, relembrando o corpo porque há tanto ansiava, tirando-lhe a parte de baixo, deixando-se escorregar para a poder beijar, lamber, ela com as mãos na sua cabeça, perdida num prazer que já não se lembrava de ter tão intenso.
Já escorrendo, pedia-lhe para a tomar toda, que tinha fome dele, que o queria dentro de si.
Ali, só o sol foi testemunha de gritos e sussurros, de carinhos e beijos, de saudades postas em dia, acabando em mergulho dentro da piscina, renovados, recompensados, para mais tarde tudo recomeçarem.
15 de junho de 2008
REENCONTROS
por claras às 12:23 a.m. 5 confissões
Labels: 085- Reencontros, A-Roxanne, Amor, Piscina
28 de abril de 2008
Fim de semana prolongado
Rapidamente arranjei o saco, quando me propuseste irmos passar
este fim de semana prolongado a qualquer sítio, só os dois.
Partimos para aquela Pousada
em frente à barragem que é o nosso esconderijo,
onde tantas vezes nos perdemos um no outro.
Alentejo, onde sabes que a minha sensibilidade fica à flor da pele.
Estou com a pele dourada, à qual nunca resistis-te,
porque tenho mais tempo para aproveitar este Sol.
A Pousada, nestes dias, quase vazia, tendo ficado
a piscina só por nossa conta.
Agarrada à sua borda, fora de pé, desfrutando da vista maravilhosa,
água a perder de vista aos nossos pés,
vieste por trás e abraçaste-me,
afagando todo o meu corpo vestido com reduzido bikini.
Deixei-me ficar, pele arrepiada como só tu me consegues pôr,
é sempre a primeira vez, anos passados,
a excitação, os sentidos despertos, toda para ti voltada,
paixão, amor profundo e ternura, que só os anos dão, extravasada.
Deixei-me ficar a saborear o que sempre em mim provocaste.
As tuas mãos habilidosas, que a geografia
do meu corpo sabem de cor,
foram descendo baixando as calcinhas do bikini,
enquanto gemia de prazer aumentado
pelo amor que nos temos, que sempre nos uniu,
eu baixava o teu fato de banho afagando a
tua imensa excitação.
Mãos, as tuas, que se foram passeando,
afagando e penetrando,
enquanto perdida em ti me roçava,
baixo gemendo que não parasses.
Viraste-me de frente, encaixaste-me em ti,
braços em volta do teu pescoço, eu sem pé,
tu com eles no chão bem fincados,
ondulando em ti, a água saltando à nossa volta
pelos nossos, sempre tão bem sincronizados, movimentos.
Gememos, gritámos, explodindo em prazer fundidos.
Com ternura vestiste-me as calcinhas, que boiavam,
para da piscina podermos sair.
Enrolaste-me a toalha à volta do corpo,
com urgência ao meu ouvido murmuraste
– anda depressa para o quarto.



