31 de maio de 2008

Arrepios II...



Subo ao quarto com a sensação de frio no corpo e de arrepio na pele… a temperatura agradável do quarto começa a reconfortar-me.

Tenho quase uma hora até ao jantar, meto-me debaixo de um duche bem quente, deixo-me ficar a saborear cada gota que me escorre pelo corpo aquecendo-o… preciso de tirar o arrepio daqueles olhos da minha pele…

Quando, por fim, saio já tenho 3 mensagens no telemóvel, vou respondendo:

Desço dentro de 10 minutos, podem ir andando para o restaurante.

Mais um jantar sem ti… fazes-me falta…

Visto uma roupa mais confortável, pego num agasalho e desço.

Jantamos e vamos planeando o dia seguinte, o telemóvel vai vibrando com uma mensagem ou outra e vou respondendo, sempre com a sensação de estar a ser observada… até que o vejo sentado ao balcão no bar…

Os olhos negros estão de novo postos em mim – respondo à mensagem

Provoca-o! - responde-me

Tonto! Sabes que não o faria…

Não consigo deixar de corar quando os nossos olhos se cruzam de novo…

Continuamos a conversar, já passa das 11h e ainda estamos à mesa…

- Preciso de fumar um cigarro, desculpem.

Decidem subir, deixando-me só. Procuro o empregado e peço-lhe um café e um whisky velho em balão aquecido, servido no terraço.

Sento-me confortavelmente num sofá de canto, a ouvir o mar e a saborear cada baforada do cigarro, de balão na mão… o telemóvel já parou de receber mensagens, e a minha mente dispersa-se…

O vapor ligeiramente aquecido do álcool tem o dom de me fazer voar, sinto-o nas narinas e nos lábios… fico a apreciar o seu gosto aveludado… apetecia-me uma massagem para libertar a tensão dos músculos, o duche não foi suficiente…

- Posso fazer-lhe companhia, agora…?

Só consigo vislumbrar-lhe o vulto à contra-luz, mas a voz ligeiramente rouca é inconfundível…

- Claro que sim, mas agora estou agasalhada… o risinho nervoso e incontido solta-se de novo.

- Já reparei que não precisa dos meus préstimos, mas tinha esperança que da companhia…

Sinto-lhe o tom trocista, espero que não tenha percebido que me fez corar de novo. Senta-se ao meu lado, próximo, demasiado próximo até… consigo sentir o calor da sua perna através da roupa, o cheiro da barba acabada de fazer, o perfume amadeirado, o brilho no olhar…

Mais uma vez, descaradamente, aquele olhar me observa, me perscruta agora o rosto… como se me quisesse ler o que me vai na alma… mais uma vez não consigo evitar o arrepio…

30 de maio de 2008

Arrepios I...



Fiquei a observá-la enquanto se dirigia para o elevador, o chamava, entrava nele.

Só um ultimo olhar, já com as portas a fechar denunciou a sua curiosidade.

Estaria sozinha? A fazer o quê, ali, a meio da semana? Não perdi de vista o percurso do elevador que parou no 5º piso. O mesmo em que estava hospedado. Apenas uma feliz coincidência.

Resolvi subir ao quarto, tomar um banho e rever as notas do trabalho desse dia, numa preparação do seguinte.

Tive por momentos a sensação de que, no quarto ao lado, alguém estava no duche. Até podia ser impressão minha. Seria ela? Nem sequer sabia o seu nome mas a verdade é que ocupava o meu pensamento.
O seu perfume, misturado com o seu cheiro tinha ficado no meu casaco. Indelével mas perceptível, pelo menos para mim que me lembrava dele.

Fiquei durante um bom bocado a trabalhar no quarto até decidir que não iria jantar mas apenas comer qualquer coisa no bar do hotel.

Do balcão do bar conseguia vê-la.

Jantava, acompanhada de dois homens. Não me pareciam mais do que colegas.

Apenas quando o telemóvel avisava da chegada de um sms o seu rosto se iluminava um pouco mais.

Fui "apanhado" a olhar para ela numa dessas situações.

Uma expressão mista de gozo e constrangimento pela súbita partilha de intimidade surgiu no seu rosto.

Não havia no entanto sinais de desagrado naquele olhar quando o desviou para responder à mensagem, senti-a corar ligeiramente quando respondeu.

Teve o cuidado de não deixar o olhar resvalar na minha direcção. Notei que tinha de se esforçar para o fazer...



O Ele

28 de maio de 2008

Arrepios...



O fim de tarde estava maravilhoso, raiado de sol e de pequenos farrapos de nuvens, fico a olhar o sol que mergulha, vermelho, no mar.


No bar do hotel o som suave do jazz e dos blues davam um ambiente aconchegante e acolhedor.


O amplo terraço sobre o mar estava agora deserto, eram horas de jantar e já todos se tinham retirado.


Deixei-me ficar de copo na mão, rodando-o e brincando com ele, de olhos perdidos no céu e no mar, embalada na música.


Busco com o olhar o barman, para lhe pedir outra dose com um leve aceno do copo. Quando o sinto junto a mim com o novo copo, pergunto:


- Pode-se fumar no bar?


- Não, mademoiselle, vai-me desculpar mas, só é permitido fumar no terraço.


- Obrigada...


Saio para terraço, a noite está a refrescar e a pele arrepia-se... acendo o cigarro e debruço-me ligeiramente sobre o parapeito, o mar bate nas rochas uns metros mais abaixo, sente-se o cheiro a maresia e a Lua começa a espalhar uma suave claridade de prata.


Os pensamentos vão vagueando, ao ritmo do mar, do cigarro que arde, do sabor macio do vinho, dos sons abafados que vêm do bar... quando sinto uma voz rouca que me diz:


- Permite-me...? enquanto um casaco, ligeiramente quente, assenta sobre os meus ombros.


- Obrigada...


Viro-me ligeiramente e deparo-me com uns olhos, lindos, negros, profundos... o meu ar de espanto deve ter soado a susto...


- Não pretendo incomodar, mas achei que devia estar a arrefecer... permita-me a ousadia...


- Mas... assim vai ficar ao frio...


- Ao seu lado, nunca!


Saltou-me uma gargalhada, incontida e algo nervosa... aqueles olhos, parecia que me liam...


- Não quer sentar-se um pouco? disse, enquanto apontava para um confortável sofá.


- Talvez noutra ocasião, agora é melhor ir mudar de roupa para jantar, está realmente a arrefecer...


Regressamos ao interior do bar, devolvo-lhe o casaco e agradeço com um beijo na face.


Enquanto me dirijo à porta não deixo de sentir um arrepio... aqueles olhos negros que me seguem, que me perscrutam os movimentos... Huumm... perturbante...

27 de maio de 2008

ONDAS DE PRAZER



Sempre gostou de aprender línguas, falava várias: espanhol, inglês, francês, alemão mas faltava-lhe o italiano, embora percebesse quase tudo não o sabia falar.
Uma amiga deu-lhe o nome de um professor de italiano, que era dessa nacionalidade embora tivesse sido casado com uma portuguesa, mesmo depois do divórcio, tinha ficado por cá.
Marcello, tinha-lhe perguntado se queria aulas privadas ou em conjunto. Ela que tinha pouco dinheiro, disse que só poderia pagar em conjunto, mas que não sabia nada de nada.
Tinha aulas com mais quatro, às segundas, quartas e sextas.
Era a mais nova de todos, 3 rapazes e uma rapariga, que ficou contente por a ver, não se sentindo já tão em desvantagem.
Marcello com uns quarenta e 1 ou dois anos, lindo como só os italianos são.
Rosa, ficava-lhe bem o nome, loura escura, olhos verdes, cabelo comprido, alta e esguia tinha aparecido a primeira vez de jeans, que lhe definiam as ancas e o o rabo bonito. À saída Marcello fez-lhe um elogio sobre como lhe ficavam bem as calças. Ficou agradada, tinha 26 anos e achava-o 'bellissimo'
Nas vezes seguintes apareceu de saia curta e Marcello não tirava os olhos dela. Nesse dia à saida deixou ficar a mão no seu ombro e como ela não tivesse dito nada, deixou-a escorrer pelas costas abaixo, até lhe afagar o rabo e a deixar descair até ao fim da saia, princípio da coxa.
Ela, inconscientemente, tinha-se chegado a ele. Marcello, em voz alta, disse-lhe que no dia seguinte, terça, lhe daria uma aula privada, porque estava a ter problemas em acompanhar as aulas e que com duas ou três aulas sozinha, seria o suficiente para poder acompanhar melhor as aulas.
Mas a mão continuava a subir pela perna, sentindo-lhe o calor que lhe provocava. Empurrou-a para a porta, quando os outros já iam de saída. Até amanhã, prometeu.
No dia seguinte à hora marcada Rosa apareceu com ar desenvolto, como nada se tivesse passado. Sentou-se na mesa habitual, á espera que a aula começasse. Marcello sentou-se ao lado, e a aula começou. Ele ia-lhe ensinando algumas dificuldades da língua, enquanto uma mão passeava pelas suas pernas. Ela deixando fazer como se nem sentisse, respondia aplicada ao que lhe ensinava. Mas o calor estava lá e a humidade também.
Marcello levantou-se, semi-praguejando - Ah! Tu precisas de ser ensinada a não brincar com um homem.
Obrigou-a a levantar e beijou-a enquanto com pressa lhe tirava a blusa e enquanto lhe beijava o peito, tirou-lhe a saia empurrando-a para o quarto onde a deitou em cima da cama. Ficou quase nua, só com as meias...

Ele deixando-lhe rastos de chamas pelo corpo, até atingir o centro do seu prazer. Chegado ali, parou e disse-lhe que era a vez dela.
Olhou-o consternada, e ele riu como quem diz, se julgavas que era só eu, estás bem enganada.
Ela começou a despi-lo a medo, mas conforme ia descobrindo o seu belo corpo, já de desejo cheia, acabou rapidamente por lhe tirar a roupa, querendo cavalgá-lo. Ele não deixou, nesse dia seria só oral, comandou.

Disse-lhe para se ajoelhar, e meteu-lho na boca, agarrando-lhe a cabeça e imprimindo-lhe os movimentos que queria ela fizesse, ora mais rápidos, ora mais lentos para se poder aguentar e não se vir de imediato. Quando já quase gritava, deixou-se cair sobre a cama sempre com a cabeça dela agarrada, para que continuasse, que não parasse agora que estava a gritar. Ele continuava a gemer devagarinho depois da onda de prazer já ter acabado, foi quando lhe largou a cabeça e ela deitou-se ao seu lado.
- Inverte a posição
-como? Perguntou assustada, e ele sorrindo trocista disse
- está descansada, chegou a tua vez

Então foi a vez de ela gemer e gritar, gritar e gemer pelo prazer intenso que ele lhe dava ao brincar tanto com os dedos, como com a língua ou de a chupar. E foi a vez de ela o tornar a abocanhar, lateralmente que é como dá mais prazer, por mais livres estarem para se poderem movimentar.
Já em casa, saciado o desejo, mergulhada em lagoas de prazer, sonhou que era por ele penetrada.


15 de maio de 2008

O QUE DÁ UMA ZANGA





Jim Warren


Esta noite estava zangada, quando me agarraste a cara entre as mãos e me beijaste
eu de boca fechada e com o teu corpo encostado ao meu, me empurraste de encontro à parede.
Quis fugir de ti, beijar-te nunca, quando muito morder-te era o que me apetecia, mas és alto de mais para contigo conseguir competir e bem tentavas que abrisse a boca.
Enquanto me prendias com o teu corpo, agarraste as minhas mãos com uma das tuas, e prendeste-mas atrás das costas, enquanto com a outra me ias afagando.
A minha zanga ia aumentando na proporção dos teus afagos, levantaste-me a blusa estampada, apertaste-me quase com demasiada força, um dos mamilos, como não estava à espera de gesto tão brutal, abri a boca para contigo gritar e aproveitaste de imediato invadindo-a.
Sabes beijar como ninguém e comecei a derreter e tu endoidecendo. Tiraste o cordão do cortinado e com ele prendeste-me as mãos para ficares tu com as tuas livres, começando-me a despir.
A tua boca descendo, pelo pescoço, chegando ao peito, que primeiro beijaste, mas vendo como ainda zangada estava, apesar de me estar a derreter, trincaste o mamilo, sabendo o que eu gosto que mo faças.
Subiste a saia e como costumo estar nua por baixo, o que sabes de cor e salteado, sentiste como já estava molhada. Sempre de encontro à parede entraste primeiro com os dedos, fazendo-me gritar de prazer, massajando-me toda primeiro, até sentires como já escorria.
O sofá mesmo ao lado, deitaste-me por sobre o braço do mesmo, sempre amarrada, puxando-me até ficar com o rabo bem apoiado, e abusaste lambendo-me e fazendo mais uma vez gritar de prazer, explodindo em mil bocados.
Vagarosamente despiste-te fazendo-me esperar pelo momento que tanto desejava e entraste por mim a dentro, de pé, tendo-me de prazer subjugado. E explodi mais uma vez, já sem saber onde estava, enquanto tu aguentavas.
Desamarraste-me, sentando-me no teu colo virada de costas, e então cavalguei-te, por um minuto, por uma hora pela noite inteira, explodindo os dois em gemidos e gritos lançados pela noite, encontrando-nos pairando, vogando pela Lua por Marte, até os nossos pedaços ficarem espalhados pelas estrelas.
Ficámos abraçados, adormecendo os dois no sofá, aquecidos pela lareira, mas a meio da noite levaste-me ao colo para a cama. De manhã ainda pairávamos e recomeçámos.
Ninguém me diga que não se fazem viagens pelo Universo, pelo menos pelo nosso Universo.
Abençoada zanga.

Para ti Imperador, o reverso de um dos teus posts

8 de maio de 2008

Modelo II




Sebastia Boada

Dois dias depois voltou a telefonar-me, voz doce e mansa e pedir-me o favor de ir mais uma vez pousar porque queria acabar os ombros. Ri. Já ia nos ombros.
Disse-lhe que sim, que iria, mas que primeiro tinha de comprar fruta, porque tinha tido imensa fome, na sessão anterior. Ele respondeu que tinha pão, paio do melhor e vinho tinto, francamente bom. Mas eu queria comprar fruta e não perderia muito tempo com isso.

Quando cheguei, disse um olá desprendido, beijou-me a cara e levou-me ao seu quarto para me vestir. Ficou a olhar para mim, eu para ele, até perceber que não me ia despir, enquanto ali estivesse. Atirou um “pudica”, perguntou se era necessário fechar a porta e acenei que sim.
Tomei a posição, mas como não achou que estivesse bem, veio descer mais um pouco a camisa, afagando-me o peito com a mão. Arrepiei-me. Murmurou qualquer coisa parecida com desculpa, mas bem mais audível – não me consegui controlar –

Sorri dengosa, e lá foi ele pintar os ombros. Passado um bocadinho, um nadinha mesmo, ouço-o a dizer raios e coriscos e veio, de passada larga, encostar-se a mim passeando as suas mãos por onde podia. Fiquei muito quieta com medo que o momento acabasse, eu não queria dali sair. Mas ele ia murmurando que o desejo o possuía desde há dois dias, que não conseguia pintar enquanto não o saciasse. Virando-me para ele, a sua boca toda me percorreu. Desabotoou a saia, pegou-me ao colo e levou-me para o quarto de onde acabara de sair.

Sentou-se num pequeno sofá, ainda comigo ao colo, onde fiquei atravessada como fosse o seu piano, o prazer avassalador rebentando em explosões consecutivas. Com jeito levantou-se, ainda vestido, eu toda nua, enquanto desabotoava a camisa os seus olhos eram chamas, para os quais sorri, por ver tanto desejo recalcado. Sentiu-se provocado.
Enquanto me punha um pé em cima do sofá, ia-o acariciando e como ele gemia, o prazer dele pegando no meu. Foi nessa posição maravilhosa, que por trás me penetrou, enquanto as mãos não paravam de me tocar por onde mais prazer tinha.
Gritei sim e gritou ele comigo, quando explodimos os dois. Ficámos deitados os dois no chão, exaustos, abraçados, até ele me dizer que tinha de retomar a posição.

Contrariada, lá fui, mas pôs-me desta vez com os braço ao alto, e as mãos a agarrar o cabelo, dizendo com ar safado que era para quando tivesse sede, me poder afagar.
Passado uma hora, com os braços cansados, deixei-os cair, ele aproveitou a ocasião, para desta vez em cima da cama me saciar o desejo, enquanto murmurava – gostas mesmo disto –
Demorou o quadro a pintar mais de um mês de sessões diárias, prolongadas, em que era raro ir a casa. Nunca mais o vi.

5 de maio de 2008

Modelo I



Óleo sobre tela de Sebastia Boada


Estava na Cervejaria da Trindade, quando se chegou perto de mim, depois de não me ter largado toda a noite com os olhos, cinza os olhos, ímanes, por me ter feito tantas vezes para ele olhar.
Com ar um pouco arrogante, disse que era pintor e que gostava muito da minha cabeça pintar.
Olhei-o abismada, não sou feia mas também nada de especial, enquanto explicava, que tinha uma boa estrutura óssea, o pescoço alto e uma postura de cabeça que o encantava.
Os amigos, com quem estava, acharam a ideia genial. Mas a mim não me agradava assim tanto a genialidade da ideia. O pintor insistia que podia alguém levar para me fazer companhia, porque posar, para quem não estava habituada ia ser um pouco duro. Distribuiu cartões por todos, fazendo-os seus aliados.
Na semana seguinte, depois de tanta insistência por parte de amigos, por curiosidade e algum ego inchado, diga-se a verdade, lá fui posar acompanhada pela Mafalda.
O esboço ficou acabado no fim de oito cansativas horas. Fomos jantar as duas, depois de lhe ter dado o meu contacto, se precisasse de mim para acabar um ou outro pormenor.
O telefonema chegou dois dias depois, que necessitava de mim nessa tarde para ver um pormenor da nuca, coisa rápida. Lá fui, sem achar que valia a pena alguém maçar, por ser só um pormenor da nuca, coisa rápida.
Ao atelier chegada, explicou-me que precisava me mudasse, por querer pintar os ombros e o “pegar” da nuca de cabeça voltada, para apanhar uma das maçãs do rosto.
De costas voltadas, cabelo apanhado, pose fixada, ia-me pedindo que deixasse cair mais um pouco a camisa como se a fosse despir. Incomodada, voltei a cabeça para lhe perguntar…..
- Fixa a pose, fixa a pose, gritou.
E lá fixei a pose irritada.
Passado um pouco comecei a sentir as costas quentes, como se os olhos dele queimassem, e devagar, muito devagarinho, para ele não dar por isso, comecei a virar a cabeça, para ver o que nas minhas costas se passava; mas lá veio novamente o berro mal-humorado.
Senti o seu desejo, como se os seus olhos me atravessassem e me pudesse toda ver.
Mexi-me nervosamente. Então ele delicado veio por trás, agarrou na camisa para me ajudar a vestir, e beijou-me a nuca, os ombros, queimando, a minha pela arrepiada, sem me mexer, enquanto as suas mãos me tacteavam o peito, dizendo baixinho, que era tal e qual me tinha imaginado, que me fosse vestir que a sessão estava terminada…..por aquele dia.
Saí dali a sonhar, sem saber bem porquê, coisa tonta, mas cantando de alegria.

1 de maio de 2008

Partilhas...



O dia era nosso…

Começámos na fortaleza, mas os nossos olhos não a viam, algo os impacientava… seguimos pelos campos verdes salpicados de flores.

Peguei-te pela mão e levei-te a ver os meus cantinhos de mar… aquele, agreste e deserto, onde o mar bate nas rochas escuras… e o outro de extenso areal claro e macio, no meio da civilização…

Comemos à beira mar, absorvendo-nos em olhares deleitados… sentiste-te no meu canto de mundo, penetrando-me a alma e as memórias… guiei-te no espaço e na minha memória, falando-te de um dia cinzento em que o mar bramia.

O sol aquece-nos ao de leve, e os teus olhos brilham sonhadores, como se me visses lá… como se quisesses perceber o que sentia e porquê…

Voltamos abraçados, quase em silêncio…

Hoje foi dia de partilha… talvez para recordar mais tarde…

28 de abril de 2008

Fim de semana prolongado




A "nossa" Pousada em Santa Clara-a-Velha


Rapidamente arranjei o saco, quando me propuseste irmos passar

este fim de semana prolongado a qualquer sítio, só os dois.

Partimos para aquela Pousada

em frente à barragem que é o nosso esconderijo,

onde tantas vezes nos perdemos um no outro.

Alentejo, onde sabes que a minha sensibilidade fica à flor da pele.

Estou com a pele dourada, à qual nunca resistis-te,

porque tenho mais tempo para aproveitar este Sol.

A Pousada, nestes dias, quase vazia, tendo ficado

a piscina só por nossa conta.

Agarrada à sua borda, fora de pé, desfrutando da vista maravilhosa,

água a perder de vista aos nossos pés,

vieste por trás e abraçaste-me,

afagando todo o meu corpo vestido com reduzido bikini.

Deixei-me ficar, pele arrepiada como só tu me consegues pôr,

é sempre a primeira vez, anos passados,

a excitação, os sentidos despertos, toda para ti voltada,

paixão, amor profundo e ternura, que só os anos dão, extravasada.

Deixei-me ficar a saborear o que sempre em mim provocaste.

As tuas mãos habilidosas, que a geografia

do meu corpo sabem de cor,

foram descendo baixando as calcinhas do bikini,

enquanto gemia de prazer aumentado

pelo amor que nos temos, que sempre nos uniu,

eu baixava o teu fato de banho afagando a

tua imensa excitação.

Mãos, as tuas, que se foram passeando,

afagando e penetrando,

enquanto perdida em ti me roçava,

baixo gemendo que não parasses.

Viraste-me de frente, encaixaste-me em ti,

braços em volta do teu pescoço, eu sem pé,

tu com eles no chão bem fincados,

ondulando em ti, a água saltando à nossa volta

pelos nossos, sempre tão bem sincronizados, movimentos.

Gememos, gritámos, explodindo em prazer fundidos.

Com ternura vestiste-me as calcinhas, que boiavam,

para da piscina podermos sair.

Enrolaste-me a toalha à volta do corpo,

com urgência ao meu ouvido murmuraste

– anda depressa para o quarto.

23 de abril de 2008

DE BOLEIA





Quadro de Fabiam Perez


Lá ia de saia travada, ar circunspecto, corpo proporcionado, pernas perfeitas.

Não era bonita, mas tinha aquele ar desenvolto, que tem a mulher que sabe que

é bela, interessante, com meio sorriso como quem sorri para si, contente com o

que sabe que é.

Pára um carro junto a ela e elogiam-na, ela imperturbável continua o seu

caminho.

Arranca o carro e segue-a, tão devagar quanto depressa ela anda, passo elástico.

Alguém de dentro do carro, depois de várias tentativas de meter conversa, que a

fazem sorrir, lhe diz que só querem dar-lhe os parabéns pela beleza do seu

andar.

Pelos ombros que tremem, percebem que se ri.

Um sai do carro, e ela mais branda, vira-se e agradece.

É então convidada a entrar no carro, onde se enfia, no meio das gargalhadas

contentes de todos eles.

Ela sorri, deixa que a beijem e oferece-se às mãos vorazes que a calcorreiam.

Desfaz-se em prazer, quando os sente por todo o lado, ora ali a abrirem-lhe as

pernas, ora penetrando-a por trás. enquanto outro lhe puxa a cabeça para trás e

lho enfia até á garganta, sufocando o grito que lhe saía.

E ela a todos satisfaz, ficando satisfeita também.

18 de abril de 2008

Inconfessáveis...



Inconfessável é o desejo enorme de ficar nos teus braços...

de me deixar embalar, enroscar e perder neles...


Inconfessável é o teu toque que fica na minha pele...

o teu cheiro no meu corpo, o teu olhar...

o teu gosto na minha boca, os beijos, os lábios, a língua...


Inconfessável é a vontade de te pegar pela mão e fugir...
...

13 de abril de 2008

SEM TI









Depois do esforço, os músculos doridos, o corpo suado, tentando enganar a

falta que me fazes, o banho soube-me bem, a água a escorrer-me pelo corpo

tirando-me parte das dores e do suor o salgado.

Os cigarros estavam ali mesmo ao lado parecendo chamar por mim, esse

vício que adoro e sem resistir, foi o tempo de começar a me enxugar, as

mãos secar e dar a primeira passa do dia, puxada intensamente com prazer

de a quem a nicotina faz falta.

Como me sabe bem o primeiro cigarro do dia, por me pôr a cabeça leve, por

me recolocar no corpo.

Fiquei a olhar as pérolas de água que ainda no meu corpo restavam, que

sempre me fascinam por não escorrerem, como fosse natural ali ficarem

a relembrar tempos e fiquei, repentinamente, a sentir os teus gestos,

quando com cuidado o corpo me secavas depois de nos termos perdido pelo

espaço e de nos braços um do outro, nos termos reencontrado.

Embrulhavas-me primeiro na toalha, traçava-la em frente ao peito, e

abraçavas-me como o mundo fosse acabar de ali a instantes, apertando-me

entre os teus braços de onde nunca quis sair.

No fundo, era ali que nos despedíamos, mas devagarinho ias-me secando.

As costas primeiro, porque o pescoço já o tinhas secado com a tua boca,

sentindo o quanto me arrepiavas e logo depois o rabo, e eu perdida de riso,

porque sempre achava graça, à geografia que do meu corpo tinhas.

Logo de seguida agarravas-me um braço, um ou outro tanto te fazia, era o

que mais jeito nesse momento te dava, pois só servia para mo levantares e

teres mais facilidade de ao meu peito chegares.

Mas quando o sentias, vibrante, sentia em ti também a excitação, para logo

pores a tua outra mão por cima da toalha, no meu ventre e continuavas

centímetro a centímetro a limpar-me, esquecendo quase de as mãos mexer,

sentindo, eu a ti encostada, o prazer que me davas.

Não resistindo deixavas então cair a toalha aos meus pés e de joelhos

começavas a secar-me as pernas, eu gemendo, enquanto continuavas, as

coxas abrindo para tu me poderes toda secar.

O momento divino tão esperado, quando beijando me secavas como ao

pescoço tinhas feito.

Quantas vezes, ali chegados, não recomeçámos….

Só a mim voltei, quando me lembrei de dar mais uma passa, e percebi que o

cigarro se tinha apagado e a cinza no chão tinha caído

5 de abril de 2008

RELEMBRAR





………e fiquei a relembrar cada momento….

a cama ainda com as marcas do teu corpo, os lençóis pelo chão espalhados

a manta pela ponta puxada, para não deixar arrefecer o calor que o teu corpo

tinha no meu deixado.

Sentia ainda a tua respiração ofegante, ouvia o teu interminável gemido

junto com o meu numa explosão dos sentidos.

Ainda ali estavas, olhos fechados para poder continuar a sentir as tuas mãos

que pelo meu corpo bailavam que se ia abrindo de prazer nos pontos onde

me tocavas, para te receber.

Chegado ao meu ventre, as pernas entreabri para poderes tocar e

me fazeres vir com o baile dos teus dedos sábios, escorrendo já para ti.

Enquanto tuas mãos ali brincavam, ias beijando as minhas coxas até a tua

língua sentir ardente, arrepio de prazer, arqueada para melhor me

saboreares,abocanhares,com jeito morderes, grito selvagem da garganta

saído, para de seguida voltares a lamber e sugar, gemido continuado,

ondas convulsivas meu corpo percorrendo, pedindo-te para

me penetrares pela indizível loucura que é sentir-te entrar como se o meu

corpo só existisse para tu o poderes usar, para com

o teu amor saciar parte do nosso desejo.

Devagar, ficaste mesmo à entrada gozando, obrigando-me a esperar,

sonhando com o momento em que por fim entraste profunda,

violentamente de vigor possuído,arrancando gemidos aos dois,

explosões no ar, gritos abafados e me fizeste tua,possuindo-me.

Quanto mais temos mais queremos e queríamos mais os dois, desejo sempre

adiado nunca saciados, marcas na cama, lençóis pelo ar, manta puxada,

olhos fechados,entrelaçados continuávamos no meu sonhar que

interrompeste para me chamar àrealidade. Eram horas de partir

1 de abril de 2008

Sonhar, um Impossível Sonho *








Se te lembrares do nosso primeiro encontro,

reconheces esta magia de podermos sonhar com o impossível sonho*.

Depois de me teres afagado o ventre, enquanto a ti encostada estava,

olhando uma magia parecida e por ela termos sido tocados,

foi com um beijo cheio de paixão, molhado, línguas entrelaçadas

que a selámos sem nos querer dela apartar.

Sonhar!....

Sonhei nesse dia, como fiquei a léguas da realidade, atingir as inacessíveis estrelas*

fazer parte desse cosmos que jamais tinha entrevisto, tocar o Sol sem me queimar,

beijar a face da Lua e voltar planando e perceber espantada

que tudo continuava no seu lugar, como nada se tivesse passado,

que o mundo rolava da mesma maneira como não nos tivéssemos encontrado,

que as pessoas olhavam para nós sem notar que me tinhas tocado

como não nos tivéssemos amado com loucura, matando um desejo nunca saciado.

As nossas mãos cruzadas para o corpo do outro afagar com ternura nunca antes imaginada,

enquanto nossos corações se desfaziam em doçura, caramelo, de chocolate recheado.

Murmúrios escorridos por nossos ouvidos, pescoço por língua molhado

o outro, por boca ardente beijado.

Conversas sempre diferentes nunca acabadas, pelo meio interrompidas

para nos podermos , mais uma vez amar paixão extravasada

pelo prazer que um ao outro damos, para mais tarde as retomar.

Sonhar o impossível sonho e a estrela inacessível tocar* é afinal a nossa realidade.



*”La Quête” do album L’Homme de la Mancha cantado por Jacques Brel

(Rever un impossible rêve,…..atteindre l’inaccessible étoile)

29 de março de 2008

Hoje apetecia-me....III





A elas apetece-lhes tantas coisas, tão belas……

até me sinto envergonhada de tão pouco querer, ter a tua ternura e o teu mimo,

sentir a tua paixão e o teu amor, é o meu único desejo.

A mim, hoje, és tu a única coisa que me apetece.

Por seres o meu mar e o meu rio, estrada por onde navego todos os dias, confiada na

chegada.

És a fonte de onde jorra água límpida que minha sede mata, a manta que me

abriga da tormenta, o maná que me alimenta.

És o céu por onde meu amor em liberdade voa, as estrelas que apanho uma a uma e

que no meu coração prego, és o Sol que me aquece, és toda a minha Lua.

Acabado o dia de labuta, cansada, é em ti que me reencontro, é em ti que minhas

forças renascem, é contigo que a noite passo.

És todo o meu sonho, a minha alegria e a minha vontade de viver e quando com o Sol

o dia nasce, pode estar a nevar ou a chover que por ti sou aquecida e revigorada.

Mais um dia passo sem dar a cara à amargura ou à tristeza, sem a virar ao silêncio ou

à saudade, sabendo que à noite quando nos encontramos, matamos o nosso desejo e

a nossa sede nessa paixão e nesse amor tamanho, que é só nosso, que com ninguém

partilhamos.

Meu amor, hoje, és tu a única coisa que me apetece

27 de março de 2008

Hoje apetecia-me... II


Hoje apetecia-me que o silêncio não fosse o único ruído,
ou, que não soubesse de cor o cheiro do que me não disseste.
Hoje apetecia-me que só tivesses ido,
no imaginário dum tempo que atirámos para trás,
por não precisarmos de cobrir o que sentimos.
Hoje apetecia-me olhar-te,
ser o estuário dos teus mais sensuais movimentos.
Hoje apetecia-me,
que em mim desaguasses,
tomando a forma de curso de água,
eclodindo em mim todo o desejo...
Hoje apetecia-me ser lugar incomum,
o lado de dentro da janela do quarto,
do teu corpo sequioso do meu.
Que te pudesse fazer gemer,
fazendo estremecer o arrepio das tuas e das minhas mãos ávidas,
quando nos procurássemos,
enquanto em nós nos perdíamos...
Hoje apetecia-me ser rubra,
Vadiar-te,
tirando à sorte,
em extâse,
onde me quedaria...
Hoje apetecia-me que qualquer pedaço de ti me acolhesse, me envolvesse...
Hoje apetecia-me ser felina,
cravar-te a boca,
tatuar-me em ti...
Hoje apetecia-me que me reinventasses,
que me molhasses,
qual chuva de verão.
Hoje apetecia-me que já fosses chegado,
que cabotasses teu beijo ao longo das margens desta vontade...
Hoje apetecia-me não te dizer nada,
senão que o silêncio que em mim habita se tornasse a porta,
que por ela entrasses,
para nos invadirmos!
Hoje apetecia-me que nada mais acontecesse,
senão o desejo de enchermos este sítio,
com o toque cálido das nossas peles coladas...
Hoje apetecia-me que acontecêssemos em vagas,
que fossemos.
Hoje apetecia-me tanta coisa!
...Agora vou esperar,
junto ao silêncio,
que me penses,
enquanto até nós vais chegando,
sorrateiro,
e, me digas,
o que hoje te apetecia:
Quem dera fossemos
a realidade do sonho onde nos encontramos, sempre!
Quem dera não precisarmos de dizer o que nos apetecia!
Que depois acordássemos,
e, sonhássemos, ainda!

Cris


Não é hábito meu, mas a Cris deixou este magnífico comentário no post Hoje apetecia-me... que achei merecia ser lido por todos... deixo-o aqui para vosso deleite...

23 de março de 2008

Hoje apetecia-me...


O calor da lareira não se compara ao calor que o teu corpo passa para o meu.
Adoro ficar a sentir o teu abraço, quando me agarras por trás e me vais acariciando o corpo, beijando a nuca e o pescoço, e o calor do teu corpo vai penetrando no meu, assim como os teus beijos o vão perpassando… sinto cada tremor que me provocas, cada arrepio, cada vaga de calor que emana de dentro de mim, a cada toque teu, a cada beijo teu.

Aconchego-me nos teus braços, no teu corpo, enrolando-me em ti como se fosses um cobertor quentinho e macio, num misto de carinho e excitação.

Os teus afagos têm esse dom, de me mimar e apaziguar e ao mesmo tempo de me excitar e me fazer desejar-te mais e mais…

Ficamos horas sem fim perdidos no corpo um do outro, tens saudades dele, dizes-me, eu tenho saudades tuas… as horas voam e tens de retirar-te de novo.

Partiste de madrugada para voltar ao teu mundo, fiquei dormente na cama, ainda te sinto dentro de mim, do meu corpo palpitante.
A boca ainda me sabe aos teus beijos, nos ouvidos ainda oiço a tua voz, a pele ainda sente a tua e ainda me dói o corpo que anseia por ti.

Hoje apetecia-me que não tivesses de partir…

21 de março de 2008

Consequência do "Não me provoques..."







Estávamos dobrados em cima da cama

lendo o post da Loulou, que tinha imprimido.

Confessámos a pica que nos estava a dar,

quando te deitaste de barriga para o ar,

pés no chão ainda calçados. Olhei-te e não resisti.

Estavas ali à minha disposição.

Desapertei o cinto, baixei-te as calças, trousses

ao mesmo tempo, só o necessário para ver a tua tesão.

De joelhos, bem enquadrada entre as tuas pernas,

ainda vestida, as minhas mãos por baixo da camisa,

afagavam-te o corpo todo enquanto te lambia

deixando rastos de saliva pelo teu ventre

até encontrar o que queria.

Beijei, lambi-o e enquanto baixinho gemias

afastei-me para te mordiscar novamente o ventre.

Engoli-o repentinamente, profundamente á garganta chegando

tu mais alto gemeste as mãos fincadas na minha cabeça.

Lambi, mamei, chupei e engoli, em brasa ficando.

Comecei devagarinho, aumentando a intensidade, os movimentos

contorcias-te, ainda tentaste levantar-te, mas empurrei-te ternamente.

Deixaste-me fazer o que me apetecia

explodindo dentro da minha boca

derramando leite, mel, estrelas, ondas e lagoa

Continuei ali chupando mais devagar, lambendo, beijando

sem te querer deixar e senti que intumescias novamente

foi tamanho o prazer que para ti me vim loucamente

continuei, beijando, lambendo e chupando

sem querer largar o que naquele instante me pertencia

a ti, meu Amor, meu Homem, meu Amado

17 de março de 2008

Não me provoques...


Entro na sala, a luz difusa e os sons fortes do piano excitam-me, sei que me esperas mas não sei o que me apetece. Vejo-te sentado na tua cadeira favorita, de copo na mão, o olhar matreiro de antecipação, convidativo... e isso ainda me excita mais!

Avanço para ti, vou sentar-me à tua frente com as mamas excitadas a sair pelo decote. Cruzo as pernas e deixo que me vejas a coninha molhada e rosada de desejo.

Podes sentir o cheiro da minha excitação... troco de perna e roço a tua canela com a bota. Subo a canela com o salto a arranhar-te a pele e paro nos tomates.

Tiras-me a bota e enfio o pé na tua breguilha. Brinco com o pé, sinto o teu sexo a crescer no meu pé, mostro-te uma mama dura.

Tocas-lhe mas escondo-a de imediato. Meto a mão debaixo da tua camisola e belisco-te os mamilos. Molho um dedo na coninha e passo-to nos lábios. Deixo-te chupá-lo para sentires o gosto dela.

Meto a língua na tua orelha e sussurro loucuras.

Chamas-me puta e rio-me de ti.

Sento-me ao teu colo. Podes senti-la encharcada mas continuas de calças vestidas.

Dou-te uma mama na boca.

Levanto-me, passo uma perna por cima das costas da cadeira e dou-te a coninha à boca para que a mames. Venho-me assim na tua boca, enquanto gemes de tesão...

Tiro a perna. Calço a bota, dobrando-me propositadamente enquanto te mostro o cu.

Baixo a saia justa e curta e saio a porta...

15 de março de 2008

Vontade II





Basta fechar os olhos e sou cometa, sou raio de luz,

consigo transpor paredes portas e janelas

para em teus braços me poder aninhar

Por ti procurei em sonhos, meia acordada,

para contigo dormir onde me estivesses a esperar

no paraíso, no mar, em qualquer lugar

para em ti me poder transformar

Encontrei-te feito água, mar espelhado feito lagoa

meu raio de luz penetrado, absorvido, reflectido,

sem conseguir em ti ficar

Então barco fui, para por ti ser abraçada

em ti voguei até me sentir preparada

Transformei-me em peixe, em mulher, em sereia

por ti fui absorvida, alimentada, agasalhada

de tal maneira te aceitei e amei

que em ti fiquei transformada

Eternamente